terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Poesia sem sentido

Parece que o dia vai acabar:
Uva
Chuva
Sei lá!
O que o poeta quer falar?

Que e mais esotérica?
A lógica aristotélica?
Não sei.
Parece um pouco irônica,
A hermenêutica platônica

Tinha que ser proibido
Escrever poesia sem sentido

Com já foi dito por Sócrates
Só sei que nada sei

Eu?
Nem isso eu sei!

Eu escrevo
Escrevo
E escrevo...

Escrevo a emoção
Escrevo a solidão
Escrevo a compaixão

Mas quando questionado sobre seu sentido
Sinto-me perdido

Da até pra sentir
Falta de criatividade?
Pode ser;
Mas escrever e meu dever!

Como poeta que sou
Escrevo
Pra “ser” sentido
Em vez;
De “ter” sentido

Poeta nato que sou!
A lógica não questiono
Pois dela não sou dono

E desprovido de tal talento
Escrevo
Até isso eu não sei
E se soubesse eu saberia
Mas escrevo
E escrevo

Não sei sobre o que escrevo
Nem sei por que escrevo
Nem sei também se devo
Pior!
Pra que tanto “excrevimento”!
É sem o “vi” se estais atento!

Só sei que eu escrevo
Escrevo
E escrevo.